ARTISTAS DA CHÃ

Joelson Marinho Lins


Arte que ultrapassa fronteiras



Obras que encantam pelo realismo e beleza. Assim são destacados os quadros produzidos pelo professor Joelson marinho Lins. Com 55 anos de idade, e 13 de carreira artística de fato, ele chama a atenção com seu estilo impressionista acadêmico.

Tudo começou em 1999, quando teve acesso a uma exposição de obras do artista plástico mineiro Benedito Luizzi, na cidade do Recife. Pouco tempo depois lá estava o professor Joelson, como é conhecido na região, aperfeiçoando seu dom, adquirido ainda quando criança.

Participou de aulas na capital, durante um tempo. Após esse período, chegou, a ensinar pintura, mas os compromissos de professor de Inglês e Português na Rede Pública, tanto no município, quanto no estado, tomavam-lhe todo o tempo.

No pouco tempo que lhe restava, de sua atordoada agenda de compromissos, a pintura era seu hobby. E que hobby. Entre uma obra e outra, os traços eram cada vez mais apurados e já causavam a admiração no público. Seus quadros retratam paisagens, sejam elas rurais ou marinhas produzidas pelo homem ou pela natureza.

Segundo Joelson, um quadro para ser finalizado leva em média o período de alguns dias, entre as várias seções. "De cinco a seis dias, ou seções. Há semanas que não pinto", revela.

Quem visita seu atelier, na Rua Justino Gomes, próximo à Praça da Bíblia, em Chã Grande, pode conhecer uma parte de sua coletânea de obras. Elas emolduram as paredes á espera de compradores que, verdadeiramente, apreciam obras de artes.

Suas produções já extrapolaram as fronteiras de Chã Grande. Várias obras já foram adquiridas e levadas para longe, como Gravatá, cidade vizinha, e até São Paulo.

E de onde vem a inspiração que se transforma em obras de artes? Segundo Joelson, "a inspiração nasce na observação de paisagens, principalmente as campestres", que muitas das vezes estão eternizadas na memória do artista changrandense.


José Leôncio Júnior


Artista cria obras de arte com vidro, em Chã Grande



O que para muitos não serve mais e acaba indo para o lixo, nas mãos do artesão José Leôncio Júnior, 27, acaba se transformando em obras de arte. Há oito anos, o artista transforma pedaços de vidros, que já não seriam mais aproveitados, em lindas peças decorativas.

Da imaginação de Júnior saem barcos, luminárias, abajures, entre outros. Cada peça mais impressionante que a outra, utilizando o vidro como matéria principal.

E pensar que tudo isso começou por uma "questão de necessidade, por falta de emprego, surgiu a ideia", como garante o artesão, que fez de sua casa o ateliê de trabalho e sala de exposição. Hoje o artesão comercializa as peças que produz. Chegou a fazer até uma réplica da Igreja Matriz de São José, mas rapidamente foi vendida. 

Cada peça leva mais ou menos dois meses para ficar pronta. Mas para ele isso é mais que um trabalho. É um hobby, principalmente quando produz barcos. "Surge a imagem na cabeça, aí eu faço", diz. 

Os barcos são os mais delicados. Eles possuem tantos detalhes que fica difícil até imaginar no processo de produção. O mais antigo, produzido logo no início, em 2008, pesa mais ou menos 35kg. "Foi o mais difícil até então", diz. "Pesquisei e ninguém tinha feito. Aí eu disse que iria fazer", finaliza.


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